O Recém-Nascido no Serviço de Urgência - Que Triagem?

Authors

  • Carolina Lopes Albuquerque Serviço de Pediatria, Hospital de Vila Franca de Xira, Vila Franca de Xira, Portugal
  • Inês Salva Departamento de Pediatria Médica, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central EPE, Lisboa, Portugal
  • Joana Santos Departamento de Pediatria Médica, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central EPE, Lisboa, Portugal
  • Sara Batalha Departamento de Pediatria Médica, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central EPE, Lisboa, Portugal
  • David Lito
  • Patrícia Ferreira Serviço de Pediatria, Hospital de Vila Franca de Xira, Vila Franca de Xira, Portugal
  • Florbela Cunha Serviço de Pediatria, Hospital de Vila Franca de Xira, Vila Franca de Xira, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.25754/pjp.2015.6284

Keywords:

Recém-Nascido, Serviço Hospitalar de Emergência, Triagem/métodos

Abstract

Introdução: Os recém-nascidos que recorrem ao serviço de urgência pediátrico requerem uma triagem que priorize o seu atendimento. Os objetivos deste estudo foram caracterizar os recém-nascidos admitidos no serviço de urgência pediátrico, determinar se a triagem pelo Sistema de Triagem de Manchester se adequou à gravidade das condições apresentadas e, adicionalmente, calcular a sua sensibilidade e especificidade.

Métodos: Estudo observacional transversal com colheita retrospetiva de dados de recém-nascidos no serviço de urgência pediátrico, triados com o Sistema de Triagem de Manchester entre agosto de 2011 e julho de 2012.

Resultados: Os recém-nascidos constituíram 0,8% (n = 281) das admissões no serviço de urgência pediátrico. A maioria (81,1%) recorreu sem referenciação. Não se verificou uma associação entre referenciação e diagnóstico da alta. Os recém-nascidos foram maioritariamente triados com o nível “pouco / não urgente” (174/281; 61,9%) mas destes, 46 (27%) apresentavam “patologia com necessidade de cuidados médicos hospitalares” e 16 (9%) foram internados / transferidos. Não se verificou uma associação entre utilização de recursos hospitalares / destino da alta e prioridade atribuída pelo Sistema de Triagem de Manchester, tendo este uma sensibilidade e especificidade calculadas de 47,1% e 66,1%, respetivamente. 

Discussão: Aproximadamente 70% das idas ao serviço de urgência pediátrico foram consideradas clinicamente injustificadas. Deve ser fortalecida a relação dos cuidadores com os cuidados de saúde primários e enfatizada formação em perinatologia. A triagem efetuada pelo Sistema de Triagem de Manchester revelou uma baixa sensibilidade e especificidade, parecendo não estar adaptada à amostra de recém-nascidos. Deverá ser atribuído um fator diferenciador ao recém-nascido na triagem. São necessários mais estudos aleatorizados que testem a validação do Sistema de Triagem de Manchester nesta população.

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Author Biographies

Carolina Lopes Albuquerque, Serviço de Pediatria, Hospital de Vila Franca de Xira, Vila Franca de Xira, Portugal

Interna de Pediatria Médica, Hospital Vila Franca de Xira

Inês Salva, Departamento de Pediatria Médica, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central EPE, Lisboa, Portugal

 

 

David Lito

Serviço de Pediatria, Hospital de Vila Franca de Xira, Vila Franca de Xira, Portugal

Published

2015-10-22

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