Bronquiolite Aguda: O que Mudou nos Últimos Anos?

  • Joana Malveiro Castelhanito Lourenço Coelho Serviço de Pediatria Médica, Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria – Centro Hospitalar Lisboa Norte, Centro Académico de Medicina de Lisboa. Lisboa, Portugal
  • Marta Almeida Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
  • Teresa Martins Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
  • Filipa Nunes Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
  • Margarida Pinto Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
  • Paula Azeredo Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal

Abstract

Introdução: A bronquiolite aguda é uma doença respiratória infecciosa aguda, muito contagiosa, frequente em crianças com idade inferior a dois anos. Existe uma enorme variabilidade na utilização de exames complementares de diagnóstico e na abordagem terapêutica. O objectivo deste estudo foi caracterizar a população de crianças com bronquiolite internadas na enfermaria de um hospital secundário em relação ao pedido de exames complementares de diagnóstico, tratamento e evolução.

Métodos: Análise retrospectiva dos processos clínicos das crianças internadas com bronquiolite aguda em 1997, 2004 e 2011.

Resultados: Nos anos estudados foram internadas na enfermaria 100, 129 e 88 crianças, respectivamente, com um predomínio do sexo masculino e idade inferior a seis meses. Em 1997, 88% realizaram radiografia de tórax, 97% em 2004 e 56% em 2011. Hemograma e doseamento de proteína C reactiva foram efectuados em 69% em 1997, 58% em 2004 e 51% em 2011. O Vírus Sincicial Respiratório foi o agente isolado mais frequente. A cinesiterapia respiratória foi realizada em 95% das crianças em 1997 e em apenas 14% em 2011. A utilização de terapêutica com broncodilatadores diminuiu de 93% em 1997 para 35% em 2011. A prednisolona foi prescrita em 21% das crianças em 1997, 20% em 2004 e 15% em 2011. A mediana do tempo de internamento foi de 3 dias.

Conclusões: Constatou-se uma mudança no padrão de abordagem diagnóstica e terapêutica da bronquiolite aguda. Foram prescritos menos exames complementares de diagnóstico, o uso de broncodilatadores e de cinesiterapia diminuiu, sem alteração na duração de internamento.

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Joana Malveiro Castelhanito Lourenço Coelho, Serviço de Pediatria Médica, Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria – Centro Hospitalar Lisboa Norte, Centro Académico de Medicina de Lisboa. Lisboa, Portugal
Serviço de Pediatria Médica, Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria – Centro Hospitalar Lisboa Norte, Centro Académico de Medicina de Lisboa. Lisboa, Portugal
Marta Almeida, Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
Teresa Martins, Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
Filipa Nunes, Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
Margarida Pinto, Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
Paula Azeredo, Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
Serviço de Pediatria Médica, Hospital Garcia de Orta. Almada, Portugal
Published
2015-07-08
Section
Original articles