Fotoprotecção na Criança

Authors

  • Mariana Cravo
  • Ana Moreno
  • Oscar Tellechea
  • Margarida Robalo Cordeiro
  • Américo Figueiredo

DOI:

https://doi.org/10.25754/pjp.2008.4593

Abstract

Resumo: Do espectro da radiação solar que atinge a superfície terrestre, a radiação ultravioleta (UVA e UVB) é a principal responsável pelas reacções cutâneas benéficas e nefastas. Os efeitos biológicos dos raios UV sobre a pele dividem-se em fenómenos precoces, como acção térmica, anti-raquítica, pigmentação imediata e acção anti depressiva, fenómenos tardios, como o eritema actínico ou queimadura solar, pigmentação retardada, hiperplasia epidérmica, imunossupressão, e efeitos a longo prazo, como heliodermia e fotocarcinogénese. Vários agentes interferem na transmissão da radiação UV à pele humana. De entre estes, destacam-se os agentes fotoprotectores naturais existentes na atmosfera e na pele, agentes fotoprotectores físicos e os filtros UV presentes nos protectores solares de aplicação tópica. A acção carcinogénica da radiação UV é actualmente reconhecida e indiscutível. A exposição a este tipo de radiação é a principal causa para o desenvolvimento de cancro cutâneo não melanoma, existindo também uma associação entre o desenvolvimento de melanoma maligno e exposição solar intensa e curta, que resulta em queimaduras solares, em idade pediátrica. Deste modo, a promoção de programas de fotoeducação e fotoprotecção é importante na prevenção da redução do cancro cutâneo, sendo premente a necessidade de sensibilização não só dos prestadores de cuidados de saúde, mas também da população em geral, nomeadamente pais, educadores
e as próprias crianças, para que adquiram hábitos de convívio saudável com o sol.

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