Factores de risco para complicações e sequelas de meningites bacterianas

Authors

  • Marta Ferreira
  • Cristina Mendes
  • Patrícia Janeiro
  • Marta Conde
  • Teresa Aguiar
  • Maria João Brito

DOI:

https://doi.org/10.25754/pjp.2009.4525

Abstract

Introdução: A meningite bacteriana é uma infecção potencial mente grave, associada a complicações e sequelas a longo prazo.

Objectivo: Caracterizar a meningite bacteriana em doentes internados num Hospital Geral, na Zona Metropolitana de Lisboa, e avaliar eventuais factores de risco para o prognóstico.

Métodos: Revisão casuística, entre Junho de 1996 e Dezembro de 2005. Realizou-se análise descritiva dos dados demográficos, clínicos, laboratoriais e evolução e regressão logística. Significância estatística para p<0,05.

Resultados: Verificou-se um total de 107 casos com um predomínio (49.5%) em crianças com menos de dois anos de idade. Em 40% dos casos havia antecedentes de doença crónica. Noventa e oito por cento estavam vacinados para o Haemophilus influenzae b, 2,8% para o pneumococo e 3,8% para o meningococo C. O diagnóstico etiológico foi realizado em 66 (61,7%) dos casos: Neisseria meningitidis (32), Streptococcus pneumoniae (22), Streptococcus agalactiae (4), Haemophilus influenzae (3) e outros (5). Ocorreram complicações em 27 (25%) doentes (com mais de uma complicação em 13) e sequelas em 30 (14%). Faleceu uma criança. As complicações associaram-se de forma independente ao Streptococcus pneumoniae (p=0,006), glicorráquia <30mg/dL (p=0,011) e sépsis concomitante (p=0,014) e as sequelas também com o Streptococcus pneumoniae (p=0,026) e glicorráquia <30mg/dL (p=0,029).

Conclusão: Dos factores de risco o único potencialmente modificável é a infecção pelo pneumococo. A introdução de imunizações específicas, alterando os agentes etiológicos em causa, podem vir a diminuir complicações e sequelas nesta patologia.

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