Celulite Orbitária Pré e Pós-Septal em Idade Pediátrica: 17 Anos de Experiência

Authors

  • Mariana Domingues Departamento de Pediatria do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE
  • Catarina Luís Departamento de Pediatria do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE
  • Maria João Brito Departamento de Pediatria do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE
  • Paula Correia Departamento de Pediatria do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE

DOI:

https://doi.org/10.25754/pjp.2017.7897

Keywords:

Doenças Celulite Orbitária/diagnóstico, Celulite Orbitária/terapia, Criança, Infeções Bacterianas, Protocolos Clínicos, Septo Nasal

Abstract

Introdução: A celulite orbitária, pré e pós-septal, é a principal infeção dos tecidos e anexos do olho, tendo diferentes abordagens e implicações clínicas.
Métodos: Análise retrospetiva de crianças internadas num hospital de nível II da região metropolitana de Lisboa por celulite orbitária ao longo de 17 anos. Comparação entre celulite preseptal (CelPO) e infeção pós-septal (CelO) no que respeita à sua apresentação clínica, achados imagiológicos e tratamento. Os dados clínicos e abordagens diagnóstica e terapêutica foram ainda analisados antes e após instituição de um protocolo de atuação: 1996-2002 e 2003-2013, respetivamente.
Resultados: Incluídas 305 crianças: 241 CelPO e 64 CelO, homogeneamente distribuídos antes e depois da aplicação do protocolo de atuação (150 vs 155, respetivamente). Na CelO, o fator predisponente mais comum foi a sinusite (82,8 vs 46,9%, p<0,001) e a existência de portas de entrada foi rara (17,2 vs 40,7%, p<0,001). Laboratorialmente, constatou-se uma maior elevação da proteína C reativa (9,6 vs 4,4mg/dL, p<0,001). Após a instituição do protocolo, constatou-se um maior número de internamentos com atingimento pós-septal (29 vs 12,7%, p=0,001), com quadros clínicos mais exuberantes: mais fotofobia (p=0,001), dor ocular (p<0,001) e proptose (p<0,05); a sinusite foi mais frequentemente diagnosticada (p<0,05). Nesse período, registou-se ainda alteração na escolha e duração da antibioterapia, tendo sido o ceftriaxone a primeira opção na maioria dos casos, sem aumento do número de complicações.
Conclusões: A instituição do protocolo de atuação com critérios de internamento mais restritos levou à admissão preferencial de casos mais graves e maior racionalização da terapêutica, sem aumento significativo das complicações.

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Author Biographies

Mariana Domingues, Departamento de Pediatria do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE

Médica interna em formação complementar específica em pediatria médica

Catarina Luís, Departamento de Pediatria do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE

Assistente hospitalar de pediatria médica, subespecialista de neurologia pediátrica

Maria João Brito, Departamento de Pediatria do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE

Assistente hospitalar graduada de pediatria médica, consultora de infeciologia pediátrica

Paula Correia, Departamento de Pediatria do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE

Assistente hospitalar graduada de pediatria médica

Published

2017-03-28

Issue

Section

Case series

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