A importância de cuidados paliativos em Pediatria

  • Ana Forjaz de Lacerda

Abstract

Ultimamente muito se tem falado da necessidade de implementar programas de cuidados paliativos e continuados no nosso país. O mais recente plano da Direcção Geral de Saúde, através da Unidade de Missão para os Cuidados Continuados Integrados, refere pela primeira vez a necessidade de “elaborar e desenvolver um Programa de Formação para suporte à prestação de cuidados a colectivos específicos (ex. doenças neurológicas, SIDA e crianças)”1.

Esta é uma realidade a que a Pediatria não pode fugir. Mas quando se fala em “cuidados paliativos”, são quase sempre confundidos com um dos seus componentes, os “cuidados terminais” ou “cuidados de fim de vida”, quando na realidade são muito mais do que isso - “cuidados holísticos e proactivos a crianças e adolescentes que não vão melhorar da sua doença”2.

E embora mais raras que nos adultos, são muitas as situações passíveis de paliação (Quadro)3. O exemplo habitual são as doenças oncológicas, mas não podemos esquecer, por exemplo, as neurodegenerativas, as respiratórias, as malformações cardíacas graves, nem a Neonatologia ou os Cuidados Intensivos.

Em 2000 a Academia Americana de Pediatria4 considerou que “Program development in pediatric palliative care, along with community outreach and public education, must be a priority of tertiary care centers serving children”. (pág. 355).

Por sua vez, o grupo de trabalho pediátrico (IMPaCCT) da Associação Europeia de Cuidados Paliativos (EAPC) elaborou em 2007 as suas recomendações5, de onde destacamos: “Effective palliative care requires a broad multidisciplinary approach that includes the family and makes use of available community resources; it can be successfully implemented even if resources are limited.” (pág. 109).

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