Síndrome da morte súbita do lactente: o que sabem os pais?

Authors

  • Ana Fernandes
  • Cláudia A. Fernandes
  • António Amador
  • Fernanda Guimarães

DOI:

https://doi.org/10.25754/pjp.2012.1102

Abstract

Introdução: A Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL) é a principal causa de mortalidade pós-neonatal no primeiro ano nos países desenvolvidos. A identificação de factores de risco e as campanhas de saúde pública em diversos países levaram à redução da sua incidência em mais de 50%. Em Portugal, existem recomendações para prevenção da SMSL da Sociedade Portuguesa de Pediatria e da Direcção Geral de Saúde, mas não têm sido feitas campanhas de informação, desconhecendo-se o nível de conhecimento dos pais. O objectivo deste estudo é avaliar o nível de conhecimentos sobre SMSL e a aplicação de medidas preventivas pelas mães de lactentes, acompanhados em consulta de Pediatria em dois centros de saúde.

Métodos e Resultados: Foi aplicado um questionário às mães de 44 lactentes entre Junho e Dezembro de 2007. Os lactentes tinham uma idade média de 4,6 meses e apenas 30% dormiam em decúbito dorsal. Cinquenta por cento das mães receberam informação sobre a posição de dormir de profissionais de saúde.  Trinta e quatro (77%) dos lactentes dormiam no quarto dos pais em cama própria e 18% partilhavam a cama com os pais. Trinta (68%) tinham objectos moles soltos no berço/colchão mole e 30% eram sobreaquecidos. Onze (25%) das mães eram fumadoras e 45% destas fumaram na gravidez; metade das mães fumadoras expunha os filhos ao fumo do tabaco e 36% dos lactentes eram regularmente expostos ao fumo do tabaco de outros. Trinta e duas (73%) mães tinha ouvido falar da SMSL e destas metade sabia pelo menos uma medida de prevenção correcta; as fontes de informação predominantes foram os media e a Internet.

Conclusão: A maioria das mães tinha escassos conhecimentos sobre a SMSL, seus factores de risco e medidas preventivas, como ilustrado pelo predomínio de práticas incorrectas, e obteve grande parte da informação de fontes pouco fidedignas. São necessárias campanhas de saúde pública e o reforço do ensino aos pais.

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